O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a declarar nesta sexta-feira (21/8) que enxerga o Estreito de Ormuz como parte do território americano. Durante um comício na Carolina do Sul, ele chegou a dizer que sequer saberia afirmar se os EUA venceram o conflito, já que, na sua visão, considera o Estreito de Ormuz um território americano neste momento.
A fala não é isolada: o presidente já havia sinalizado anteriormente a intenção de transformar a via marítima em território norte-americano após uma eventual derrota do Irã, e chegou a publicar nas redes sociais, ainda essa semana, um mapa que representa Ormuz como parte dos Estados Unidos.
Em declarações à imprensa, Trump reforçou que os EUA exercem controle total sobre a região, incluindo trechos terrestres situados dentro do estreito, e sugeriu que o Irã estaria interessado em fechar um acordo, mas ainda não nos termos que considera adequados.
O cenário segue marcado pelo bloqueio militar imposto pelos Estados Unidos à navegação e aos portos iranianos. De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), 68 navios comerciais iranianos já foram interceptados, sendo três desativados e dois abordados.
Já neste sábado (22/8), o Irã autorizou a passagem de petroleiros iraquianos pelo Estreito de Ormuz, segundo informou a agência estatal iraniana Irna — uma liberação que atende a um pedido feito pelo governo do Iraque durante visita do presidente do parlamento iraniano ao país.
O Estreito de Ormuz se consolidou como um dos principais pontos de tensão na guerra entre Estados Unidos e Irã, já que por ali passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo.

