A Braskem deu entrada nesta segunda-feira (24) na Justiça de São Paulo com um pedido de recuperação extrajudicial voltado à reestruturação de aproximadamente R$ 54 bilhões em dívidas — montante equivalente a cerca de US$ 10,3 bilhões.
O passivo em questão é formado principalmente por títulos de dívida e créditos junto a instituições financeiras, entre elas Banco do Brasil, BNDES, Itaú, Bradesco e Santander.
Com o pedido, a companhia busca garantir um ambiente de proteção judicial para negociar com os credores e viabilizar um plano de reestruturação financeira. A partir de agora, a Braskem terá um prazo de 90 dias para avançar nessas tratativas.
A petroquímica atravessa um momento de forte pressão financeira, resultado da combinação entre a crise que atinge o setor petroquímico globalmente, o elevado nível de endividamento da companhia e as dificuldades enfrentadas em sua operação no México. Recentemente, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota da empresa para a categoria de inadimplência restrita, após o atraso no pagamento de juros.
Mesmo diante desse cenário, a Braskem registrou lucro de R$ 3,33 bilhões no segundo trimestre de 2026. Ainda assim, sua dívida líquida ajustada somou US$ 9,43 bilhões no período.
Segundo a companhia, o processo de recuperação extrajudicial será direcionado especificamente às obrigações financeiras, sem impacto sobre os contratos mantidos com fornecedores e clientes.

