O julgamento de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como mandante do assassinato de um policial militar e da tentativa de homicídio contra outro PM, ocorridos em 2006 em Jundiaí (SP), foi definido para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027.
Considerado líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcola responde por processo que tramita desde setembro de 2006, no qual é acusado de ter ordenado a morte do policial militar Nelson Pinto e a tentativa de homicídio contra o PM Marcelo Henrique dos Santos Moraes.
Os crimes aconteceram em 12 de maio de 2006, durante a onda de violência deflagrada pelo PCC em resposta à transferência de suas lideranças — entre elas o próprio Marcola — para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Na ocasião, os dois policiais foram baleados enquanto faziam patrulhamento na Rua Senador da Fonseca; Nelson Pinto morreu no local, enquanto seu colega sobreviveu ao ataque.
Em nota enviada à coluna, o advogado de defesa Bruno Ferullo comentou a marcação da data e criticou a longa duração do processo. Segundo ele, a denúncia foi apresentada em 4 de setembro de 2006, e o julgamento só ocorrerá cerca de 21 anos depois dos fatos — período em que os réus foram pronunciados, em 2009, e o processo foi desaforado em 2019, sendo transferido para julgamento em outra comarca por questões de segurança.
A defesa destaca ainda que, em 2023, a própria Justiça paulista reconheceu formalmente o excesso de prazo na tramitação da ação penal. Para Ferullo, essa demora seria incompatível com a garantia constitucional de duração razoável do processo, o que comprometeria não apenas o direito do acusado a um julgamento tempestivo, mas também a integridade das provas, especialmente diante dos efeitos que o tempo pode causar sobre a memória de testemunhas e sobre os elementos probatórios do caso.

