Mesmo estando preso, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro compareceu às urnas neste domingo. Ele foi conduzido sob escolta até uma seção eleitoral montada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para exercer o voto.
Detido preventivamente desde março na unidade conhecida como Papudinha, Vorcaro é um dos investigados na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes no sistema financeiro. A votação só foi possível porque ele próprio solicitou a transferência de seu título eleitoral, atendida pela Justiça Eleitoral, que o direcionou para a seção 420 da 18ª Zona Eleitoral, localizada dentro do próprio complexo prisional.
A situação levanta uma dúvida comum: afinal, presos podem votar? Sim, mas apenas em uma situação específica. A legislação garante o direito ao voto a presos provisórios, isto é, àqueles que ainda não possuem condenação definitiva, com todos os recursos já esgotados. Quem já foi condenado em caráter definitivo perde esse direito. Como ainda não há decisão final contra ele, Vorcaro também poderá votar em um eventual segundo turno, caso a eleição se estenda para essa fase.

