Um juiz federal norte-americano concluiu que o registro de imigração que indicava suposta entrada de Filipe Martins nos Estados Unidos em dezembro de 2022 era falso. O documento havia sido usado como base para sustentar a suspeita de que o ex-assessor de Jair Bolsonaro teria deixado o Brasil acompanhando o então presidente em viagem aos EUA.
A decisão é assinada pelo juiz Gregory A. Presnell, da Justiça Federal da Flórida, que determinou à Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) que apresente documentação capaz de esclarecer como esse registro incorreto foi inserido no sistema oficial do órgão.
A própria CBP já havia admitido, em outubro de 2025, que Martins não ingressou em território americano no dia 30 de dezembro de 2022, reconhecendo que um registro equivocado teria sido utilizado para justificar seu encarceramento prolongado.
Filipe Martins foi preso preventivamente em fevereiro de 2024, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Sua defesa sempre alegou que ele permaneceu em território brasileiro durante todo o período em questão, chegando a apresentar documentos para contestar o registro migratório utilizado contra ele.
Com a nova decisão da Justiça americana, a apuração sobre a origem da informação falsa deve avançar, buscando identificar quem foi responsável por inserir o dado incorreto nos sistemas oficiais dos Estados Unidos.

