A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta terça-feira a falência da Oi, decisão que marca o desfecho de mais de dez anos de crise financeira enfrentada pela operadora, que já havia passado por dois processos distintos de recuperação judicial.
Os números revelam a dimensão do colapso: a companhia acumula uma dívida superior a R$ 44 bilhões, distribuída entre 164.706 credores. Segundo dados apresentados ao Judiciário, o patrimônio líquido da empresa também está fortemente negativo, ultrapassando R$ 22,6 bilhões.
O agravamento da crise teve como estopim a incapacidade da Oi de concretizar a venda de seus principais ativos, o que deixou a companhia sem caixa suficiente para manter suas operações em funcionamento. Em julho, a situação já havia se tornado crítica a ponto de fornecedores suspenderem a prestação de serviços essenciais em razão de pagamentos não realizados.
Com a decretação da falência, um administrador judicial passa a ser responsável por conduzir o processo daqui em diante. O desfecho ocorre poucos dias depois de a empresa anunciar o corte de 60% de seu quadro de funcionários, que somava cerca de 2 mil trabalhadores antes da redução.

